Diógenes foi um filósofo que desprezou a opinião pública. Ele se importava mais com aquilo que existia dentro de si, a sua consciência falava mais alto; desprezava quaisquer bens materiais, lembra-me muito da história de Falcão[iv], um dos personagens principais do livro- O Futuro da Humanidade, do brilhante Augusto Cury. Parece-me que Diógenes viveu em um pequeno barril[v]Seus únicos bens eram um alforje, um bastão e uma tigela, símbolo do seu desapego com as coisas mundanas. Era conhecido como o filósofo-cão, apelido denominado por viver em extrema miséria.
Na grande e simples visão de Diógenes, a felicidade era entendida como autodomínio e liberdade espiritual. Nesse aspecto, se parece muito com o Mahatma Gandi e com a figura de Sócrates. Diógenes era a verdadeira realização de um sonho de uma vida livre, muitos diziam até que ele vivia o seu próprio sonho. Ele combatia, pela sua filosofia de vida, os prazeres, os desejos e as luxúrias, elementos que impediam sua auto-suficiência. Diferentemente de Aristóteles, em que as virtudes em quaisquer momentos teriam de ser praticadas, indiferentemente de existir teorias ou não.
A história conta que Alexandre, "O grande", andando pela cidade, avistou Diógenes dormindo dentro do barril e, querendo ajudá-lo, perguntou se seria possível fazer algo por ele. Colocando-se de frente ao barril e, barrando os raios solares, olhou Diógenes em direção ao sol e disse: "Não me tires o que não me podes dar!". Esta sua atitude retoma Sócrates, onde aprendi que a felicidade se busca quando existe ética, moral, verdade, liberdade e quando se tem conhecimento de si mesmo e desapego com as coisas materiais.
5. conclusão.
Nas palavras de Aristóteles concluímos:
"...para nós, em vista do que se disse acima, fica claro que a felicidade é algo louvável e perfeito. Também parece ser assim porque ela é um primeiro princípio, pois fazemos todas as coisas tendo-a em vista, e o primeiro princípio e causa dos bens é, conforme afirmamos, algo louvável e Divino..." (pág.: 36).
"...uma vez que a felicidade é, então, uma atividade da alma conforme à virtude perfeita, é necessário considerar a natureza da virtude, pois isso talvez possa ajudar a compreender melhor a natureza da felicidade..."(pág.: 36).
"...sem dúvida alguma, a virtude que devemos examinar é a virtude humana, pois o bem e a felicidade que estamos buscando são o bem e a felicidade humana. Entendemos por virtude humana não a do corpo, mas a da alma; e também dizemos que a felicidade é uma atividade da alma..."
"...Louvamos um homem sábio referindo-nos a sua disposição de espírito, e às disposições de espírito louváveis chamamos virtude..." (pág.: 39)