Para ilustríssimo Jusfilósofo Aristóteles, a felicidade é relatada como sendo um bem supremo tanto para os vulgos quanto para os homens de cultura superior, considerando-a como o bem viver e o bem agir. Identificam a felicidade com o bem e com o prazer e, por isso, amam a vida agradável.
Todo trabalho e todo o conhecimento adquirido, na visão aristotélica, visa à construção de um bem, um bem maior. Esse bem maior é a felicidade. Contudo, é preciso saber que esse sumo bem está colado no ato, pois poderá haver um estado de ânimo e, conseqüentemente, não ser acompanhado por um bom resultado. Para ser realmente um bem, tem de ser um bem inicialmente na consciência de quem executa um bem no meio, e um bem na conclusão da ação[iii].
Para a realização do bem supremo, a felicidade precisa de elementos que corroborem para tal, qualquer bem que não venha acompanhado da energia propulsora e dos elementos de sustentação não terá êxito e tornar-se-á algo sem valor. Na visão de Aristóteles, a felicidade é o bem mais nobre e mais desejável entre os homens, chegando a identificá-la como "uma atividade da alma em consonância com a virtude."
Muitos perguntam se a felicidade é adquirida através do aprendizado, do adestramento ou pelo hábito. Para essa pergunta, não existe resposta exata, uma vez que algo tão complexo e tão relativo não requer uma resposta simples. Entretanto, é sabido que a felicidade é a mais nobre das coisas, se ela vem do adestramento humano ou se vem pelo aprendizado não se pode afirmar com a pura certeza, mas há uma grande aproximação com as coisas divinas, por isso entendem-na como sendo uma bela e virtuosa atividade da alma.
Diógenes versus Aristóteles
Diógenes foi um filósofo que desprezou a opinião pública. Ele se importava mais com aquilo que existia dentro de si, a sua consciência falava mais alto; desprezava quaisquer bens materiais, lembra-me muito da história de Falcão[iv], um dos personagens principais do livro- O Futuro da Humanidade, do brilhante Augusto Cury. Parece-me que Diógenes viveu em um pequeno barril[v]. Seus únicos bens eram um alforje, um bastão e uma tigela, símbolo do seu desapego com as coisas mundanas. Era conhecido como o filósofo-cão, apelido denominado por viver em extrema miséria.
Na grande e simples visão de Diógenes, a felicidade era entendida como autodomínio e liberdade espiritual. Nesse aspecto, se parece muito com o Mahatma Gandi e com a figura de Sócrates. Diógenes era a verdadeira realização de um sonho de uma vida livre, muitos diziam até que ele vivia o seu próprio sonho. Ele combatia, pela sua filosofia de vida, os prazeres, os desejos e as luxúrias, elementos que impediam sua auto-suficiência. Diferentemente de Aristóteles, em que as virtudes em quaisquer momentos teriam de ser praticadas, indiferentemente de existir teorias ou não.
A história conta que Alexandre, "O grande", andando pela cidade, avistou Diógenes dormindo dentro do barril e, querendo ajudá-lo, perguntou se seria possível fazer algo por ele. Colocando-se de frente ao barril e, barrando os raios solares, olhou Diógenes em direção ao sol e disse: "Não me tires o que não me podes dar!". Esta sua atitude retoma Sócrates, onde aprendi que a felicidade se busca quando existe ética, moral, verdade, liberdade e quando se tem conhecimento de si mesmo e desapego com as coisas materiais.
5. conclusão.
Nas palavras de Aristóteles concluímos:
"...para nós, em vista do que se disse acima, fica claro que a felicidade é algo louvável e perfeito. Também parece ser assim porque ela é um primeiro princípio, pois fazemos todas as coisas tendo-a em vista, e o primeiro princípio e causa dos bens é, conforme afirmamos, algo louvável e Divino..." (pág.: 36).
"...uma vez que a felicidade é, então, uma atividade da alma conforme à virtude perfeita, é necessário considerar a natureza da virtude, pois isso talvez possa ajudar a compreender melhor a natureza da felicidade..."(pág.: 36).
"...sem dúvida alguma, a virtude que devemos examinar é a virtude humana, pois o bem e a felicidade que estamos buscando são o bem e a felicidade humana. Entendemos por virtude humana não a do corpo, mas a da alma; e também dizemos que a felicidade é uma atividade da alma..."
"...Louvamos um homem sábio referindo-nos a sua disposição de espírito, e às disposições de espírito louváveis chamamos virtude..." (pág.: 39)
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Fonte:http://www.webartigos.com/articles/5793/1/Felicidade-Na-Visao-Aristotelica/pagina1.html#ixzz1M08R0JlB

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